Leão não pode deixar se apagar o time aguerrido de parte do Paulistão (Por Ricardo Flaitt)

Leão chegou como parte de uma reforma estrutural implantada
gradativamente por Juvenal, Adalberto Baptista e Jesus Lopes; para que o
São Paulo voltasse a ser uma equipe brigadora.
Por brigadora
compreenda um time aguerrido, uma vez que nos últimos dois anos, a
impressão que se tinha é que para um grupo de jogadores, ganhando ou
perdendo estava tudo bem.
Com três meses de trabalho Leão
conseguiu superar a primeira barreira, que era da acomodação. Os
remanescentes do ano passado somados aos contratados, por meio da
cobrança do novo treinador e pressão da diretoria, suaram mais a camisa.
Isso é um fato.
Não podemos incorrer ao erro de
falsear a memória cristalizando apenas conquistas ou derrotas. Tentemos
analisar o livro num todo, considerando a soma de todos os capítulos, e
não nos tornemos meros leitores e futuros críticos lendo apenas as
orelhas.
Durante o Campeonato Paulista era notória a
dificuldade de se estabelecer uma equipe, no entanto, o time superava
setores fracos, jogadores contundidos e outras baixas com muita
dedicação.
Mesmo jogando mal, o São Paulo corria e vibrava os
90 minutos, não entregava os pontos. Relembremos a partida frente ao
Oeste, de Itápolis.
No caso, nosso livro é o Paulistão 2012. Se
o folheares novamente relembrará que o São Paulo, até a semifinal
contra o Santos, perdeu apenas uma partida.
Além, nesse período, conquistou 11 vitórias seguidas.
Durante o campeonato, destaco aqui um capítulo: a partida do São Paulo
frente ao Santos, na fase classificatória. Naquele jogo o São Paulo
conseguiu conciliar posicionamento tático, disciplina, boas jogadas
individuais e uma disposição que há tempos não se via.
Na
vitória de 3 a 2 frente ao Santos, no dia 18 de março, no Morumbi o
Tricolor impôs sua pega no estilo “blitzkrieg”, sufocando a equipe da
Vila. Marcando sob pressão, desde a saída de bola adversária, os meninos
da baixada não relaram na bola. Mesmo sofrendo dois gols, a verdade é
que o São Paulo mandou do início ou fim.
O São Paulo vinha num
crescente tanto taticamente quanto em conjunto. Isso, até a fatídica
partida contra o Santos pela semifinal do Paulista. E, de lá para cá, o
São Paulo não é mais aquele time aguerrido, que corria os 90 minutos,
com confiança, que partia para cima, que não tinha medo de errar e
buscar a vitória.
Leão não pode esmorecer. Há que retomar a cobrança e o comprometimento 90 minutos da partida.
(..)
Duas questões futuras - Neste texto não vou abordar duas questões, que
ficarão como dois anexos guardados na gaveta esperando publicação.
Um é sobre a oscilação quanto ao entrosamento e padrão tático, uma vez
que não estaria sendo justo condenar Leão, que desde o começo do
Campeonato Paulista praticamente não conseguiu repetir uma equipe
considerada titular devido a lesões, convocações e carência no elenco.
Outra questão é sobre até que ponto o SPFC tem elenco para aguentar o Brasileirão?
Ricardo Flaitt é jornalista (MTb 40.939) e Historiador.
E-mail: ricardo.flaitt@hotmail.com
Facebook: Ricardo Flaitt
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