quarta-feira, junho 13, 2012

Leão não pode deixar se apagar o time aguerrido de parte do Paulistão (Por Ricardo Flaitt)




Leão chegou como parte de uma reforma estrutural implantada gradativamente por Juvenal, Adalberto Baptista e Jesus Lopes; para que o São Paulo voltasse a ser uma equipe brigadora.

Por brigadora compreenda um time aguerrido, uma vez que nos últimos dois anos, a impressão que se tinha é que para um grupo de jogadores, ganhando ou perdendo estava tudo bem.

Com três meses de trabalho Leão conseguiu superar a primeira barreira, que era da acomodação. Os remanescentes do ano passado somados aos contratados, por meio da cobrança do novo treinador e pressão da diretoria, suaram mais a camisa.

Isso é um fato.

Não podemos incorrer ao erro de falsear a memória cristalizando apenas conquistas ou derrotas. Tentemos analisar o livro num todo, considerando a soma de todos os capítulos, e não nos tornemos meros leitores e futuros críticos lendo apenas as orelhas.

Durante o Campeonato Paulista era notória a dificuldade de se estabelecer uma equipe, no entanto, o time superava setores fracos, jogadores contundidos e outras baixas com muita dedicação.

Mesmo jogando mal, o São Paulo corria e vibrava os 90 minutos, não entregava os pontos. Relembremos a partida frente ao Oeste, de Itápolis.

No caso, nosso livro é o Paulistão 2012. Se o folheares novamente relembrará que o São Paulo, até a semifinal contra o Santos, perdeu apenas uma partida.

Além, nesse período, conquistou 11 vitórias seguidas.

Durante o campeonato, destaco aqui um capítulo: a partida do São Paulo frente ao Santos, na fase classificatória. Naquele jogo o São Paulo conseguiu conciliar posicionamento tático, disciplina, boas jogadas individuais e uma disposição que há tempos não se via.

Na vitória de 3 a 2 frente ao Santos, no dia 18 de março, no Morumbi o Tricolor impôs sua pega no estilo “blitzkrieg”, sufocando a equipe da Vila. Marcando sob pressão, desde a saída de bola adversária, os meninos da baixada não relaram na bola. Mesmo sofrendo dois gols, a verdade é que o São Paulo mandou do início ou fim.

O São Paulo vinha num crescente tanto taticamente quanto em conjunto. Isso, até a fatídica partida contra o Santos pela semifinal do Paulista. E, de lá para cá, o São Paulo não é mais aquele time aguerrido, que corria os 90 minutos, com confiança, que partia para cima, que não tinha medo de errar e buscar a vitória.

Leão não pode esmorecer. Há que retomar a cobrança e o comprometimento 90 minutos da partida.

(..)
Duas questões futuras - Neste texto não vou abordar duas questões, que ficarão como dois anexos guardados na gaveta esperando publicação.

Um é sobre a oscilação quanto ao entrosamento e padrão tático, uma vez que não estaria sendo justo condenar Leão, que desde o começo do Campeonato Paulista praticamente não conseguiu repetir uma equipe considerada titular devido a lesões, convocações e carência no elenco.

Outra questão é sobre até que ponto o SPFC tem elenco para aguentar o Brasileirão?

Ricardo Flaitt é jornalista (MTb 40.939) e Historiador.
E-mail: ricardo.flaitt@hotmail.com
Facebook: Ricardo Flaitt

Nenhum comentário:

Postar um comentário